Walmir Lima é condecorado com a Medalha do Mérito Cultural

Sessão solene realizada no Plenário Cosme de Farias foi requerida pelo vereador Odiosvaldo Vigas

Walmir Lima é condecorado com a Medalha do Mérito Cultural

Foto: Valdemiro Lopes

16/08/2019 - 18:44

Compositor do samba “Ilha de Maré”, considerado por muitos o segundo hino da Festa do Bonfim, o músico Walmir Lima teve o trabalho reconhecido pela Câmara Municipal de Salvador com a Medalha do Mérito Cultural. A sessão solene idealizada pelo vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) foi realizada na noite desta sexta-feira (16), no Plenário Cosme de Farias.  
A Medalha é entregue a pessoas ou instituições que desenvolvam ações de promoção à cultura, bem como a personalidades de destaque cultural na cidade. Ao justificar a homenagem, o autor da resolução afirmou que a honraria reconhece a obra artística e cultural de Walmir Lima como cantor e compositor.

“Walmir teve várias músicas cantadas por grandes intérpretes brasileiros, a começar por Alcione, com “Ilha de Maré”, que é logo associada à Lavagem do Bonfim, e outras interpretadas por Ederaldo Gentil, Edil Pacheco e Nelson Rufino. Dessa maneira ele conseguiu dar projeção ao samba baiano. Esta Medalha coroa essa trajetória”, afirmou Vigas. 
O clássico “Ilha de Maré” foi interpretado durante a solenidade pela cantora Gabriela Lima, filha do homenageado, acompanhada pelo violonista e maestro Duarte Veloso. Na ocasião, Gabriela agradeceu pelo dom musical herdado do pai.

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Aos 88 anos, Walmir Lima lembrou em vídeo exibido no Plenário de passagens da carreira. Feliz com a homenagem promovida pela Casa Legislativa, o cantor enalteceu o trabalho do idealizador da sessão, que também é gestor do Centro de Cultura da Câmara. “É uma iniciativa maravilhosa do vereador Odiosvaldo, que vem valorizando os artistas do samba. Peço a ele que continue carregando essa bandeira”, expressou. 
A Medalha do Mérito Cultural foi entregue a Walmir Lima pela esposa Nalva Lima e filhas Gabriela e Lícia Lima. Emocionado, valorizou a homenagem da Câmara, ao lado de “legítimos representantes do samba da Bahia”. 
A filha Lícia definiu a outorga como um momento de celebração, em reconhecimento à trajetória artística do pai. “A obra de Walmir Lima é fruto de pesquisa da história de Salvador e do povo soteropolitano, que tem em seu DNA a gene do ritmo africano e o sabor do azeite de dendê”, declarou.

“O samba é religião”

Walmir Lima comemorou 70 anos de carreira em 2017, registrado em biografia escrita pela jornalista Luciana Melo. Para ele, o samba é mais que um ritmo musical. “Este evento deve servir de incentivo para que os artistas que estão chegando façam samba de raiz com carinho. Porque para mim o samba é religião”, afirmou.
Nascido e criado no Tororó, no bairro de Nazaré, foi um participante assíduo das atividades carnavalescas de Salvador e das agremiações de samba na capital baiana. Em 1947, Walmir Lima começou a tocar de forma profissional e em 1954 compôs a sua primeira música, “Sem o seu Amor”. 

Representando a nova geração, Pedro Habbib afirmou que a homenagem “é um ato de resistência”. Já Nelson Rufino aproveitou a oportunidade para cobrar incentivo aos sambistas da terra. “Aproveito essa coisa linda que está acontecendo aqui para dar uma injeção de ânimo nos poderes públicos. No Rio, todo artista de samba canta no carnaval, aqui temos que ficar em um beco”, protestou. 
Além do vereador Odiosvaldo Vigas e o homenageado, também integraram a mesa solene o maestro Duarte Veloso, Edil Pacheco, Nelson Rufino, Lícia Lima, Gabriela Lima, Pedro Habbib, o desembargador Osvaldo Bomfim e a sambista Gal do Beco.  Ao discursar, o presidente da mesa foi substituído Nalva Lima.
 


Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação

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