Carlos Marighella é homenageado na CMS

Sessão especial presidida por Marcos Mendes destacou memória do político e escritor falecido há 50 anos 

Carlos Marighella é homenageado na CMS

Foto: Valdemiro Lopes

05/11/2019 - 10:57

A memória de Carlos Marighella foi homenageada, na noite desta segunda-feira (4), data exata dos 50 anos da morte do escritor, poeta, político e revolucionário, com uma sessão especial realizada no Plenário Cosme de Farias, da Câmara Municipal de Salvador. Ao abrir a sessão, o vereador Marcos Mendes (PSOL), que propôs e presidiu a homenagem, disse que Marighella estava à frente de seu tempo. A vereadora Marta Rodrigues (PT) também prestigiou a sessão. 
Carlos Augusto Marighella, o Carlinhos, filho de Marighella, falou sobre as conversas que tinha com o pai, lembrando que, mesmo em momentos de grande tensão política, Marighella era um pessoa alegre e bem humorada. Carlinhos contou que o pai tinha uma simplicidade e uma atenção enorme com todas as pessoas com quem falava, independente de classe social.
“Precisamos de Marighella mais do que nunca”, ressaltou o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), aproveitando para falar do exemplo que o povo chileno vem dando nas ruas. O ex-diretor da Escola Politécnica e ex-presidente do Instituto Politécnico da Bahia, professor Caiuby Alves, enalteceu a capacidade intelectual de Marighella, lembrando também que ele era um homem fraternal. 
“Marighella fez parte de uma estirpe de grandes baianos do Partido Comunista, como Jacob Gorender, Mário Alves e Armênio Guedes. A sua coragem é importante também hoje, quando o neo-fascismo tenta amedrontar o povo”, destacou o escritor e ex-deputado estadual Emiliano José, que classificou Marighella como um grande "organizador do povo brasileiro". Emiliano José disse que Carlinhos, filho de Marighella, é o guardião da memória do pai. 

Filme

Caroline Anice, militante do Levante Popular da Juventude, lembrou da dificuldade que o baiano Wagner Moura vem encontrando para lançar o filme "Marighella". Durante a sessão foi exibido um trailer do filme e um pequeno vídeo biográfico sobre o homenageado. Marcos Mendes aproveitou e lembrou que o diretor baiano Carlos Pronzato está lançando "Quem samba fica, quem não samba vai embora", documentário sobre Marighella.
Militante da Brigada Marighella, torcida antifascista do Vitória, Gabriela Gardênia fez o seu discurso em forma de uma carta-poema, recebendo os aplausos de Carlinhos, que disse que o pai aprovaria a ideia. Acadêmico, o escritor Ricardo Sizilio, autor do livro "Vai, Carlos, ser Marighella na vida", falou da importância da pesquisa acadêmica, que vem sofrendo com os cortes do atual governo nas verbas das universidades federais. Ele lembrou da disputa pela memória da história de Marighella, que por muito tempo esteve apagada da historiografia oficial.
“Para o povo negro e da favela não existe o estado democrático de direito, disse Eslane Paixão, presidente da Unidade Popular, partido político recém legalizado. 
 


Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação

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