Governistas criticam situação estrutural da BR-324 em sessão
Os vereadores conclamaram, em discurso, a união dos poderes estadual e federal em favor de melhorias para a rodovia
Foto: Antonio Queirós
31/03/2026 - 17:12
A 14ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, nesta terça-feira (31), foi palco de fortes críticas por parte da ala governista em relação à situação estrutural da BR-324. Conforme Rodrigo Amaral (PSDB), que iniciou o Pinga-Fogo externando que a principal rodovia que liga Salvador a Feira de Santana, na Bahia, está marcada por buracos e falta de sinalização, com alto risco de acidentes, especialmente para caminhões, devido à pista de rolamento e aos acostamentos precários, os poderes estadual e federal precisam se unir e encontrar uma solução definitiva para a situação.
“Então, eu venho aqui fazer meu apelo para que o governo federal e o governo estadual olhem para a BR-324. Pois fico imaginando: se a principal rodovia do estado da Bahia está assim, como não estão as outras?”, lamentou Amaral.
O vereador Claudio Tinoco (União), que presidiu a sessão, corroborou com o colega ao afirmar que, ao retornar de viagem no dia anterior, presenciou alguns carros parados no acostamento com os pneus estourados pela má conservação da via. “Portanto, essa é uma luta da Câmara Municipal, dos vereadores, a exemplo de Jorge Araújo (PP), que há muito vem chamando a atenção para esse problema”, frisou.
Omarzinho Gordilho (PDT) complementou que um veículo capotou por falta de iluminação lateral e avaliou que a gestão estadual não cumpre seu papel, “apenas fica na promessa”.
Nesse sentido, o vereador Daniel Alves (PSDB) assegurou que essa situação apenas comprova que o governo estadual não consegue fazer as entregas prometidas e questionou, em seu discurso: “Cadê o trem que iria ligar Salvador (Águas Claras) a Feira de Santana em cerca de 35 minutos, percorrendo aproximadamente 98 km? Então, fica também o meu pedido para que os poderes olhem devidamente para a Bahia, porque, se há uma responsabilidade do governo federal e do governo estadual, é com a nossa infraestrutura. A gente só consegue desenvolver e crescer se existir infraestrutura suficiente para escoar a produção e para que as pessoas se transportem de um lado para o outro. E eu tenho visto, nesses últimos 20 anos, que a nossa estrutura está estagnada, principalmente se comparada com outros estados do Nordeste e do Sul”, reivindicou.
Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação