“O racismo estrutural no sistema de saúde causa tragédias”, diz Ireuda Silva
Vereadora alerta sobre altos índices de mortalidade materna entre mulheres negras
Foto: Assessoria da vereadora
10/06/2024 - 11:19
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação da Câmara Municipal de Salvador, expressou profunda preocupação com os dados sobre a mortalidade materna entre mulheres negras no Brasil. Segundo informações dos ministérios da Saúde e da Igualdade Racial, a taxa de mortes maternas entre mulheres negras é mais que o dobro daquelas entre mulheres brancas.
Como avalia a vereadora, o dado expõe uma grave desigualdade racial no sistema de saúde brasileiro que “precisa ser abordada com urgência”. Um dos dados mais preocupantes revelados é o aumento de 5% na mortalidade materna por hipertensão entre mulheres pretas no período de 2010 a 2020. Ireuda Silva destacou que a estatística não é apenas um número, mas uma realidade que afeta milhares de famílias e comunidades, evidenciando a necessidade de políticas públicas eficazes para combater essa disparidade.
“Esses números são inaceitáveis e mostram a dura realidade enfrentada pelas mulheres negras no Brasil. A hipertensão é uma condição que pode ser controlada com o acompanhamento médico adequado, mas a falta de acesso a cuidados de qualidade e o racismo estrutural no sistema de saúde contribuem para essa tragédia. Precisamos de ações concretas e imediatas para garantir que todas as mulheres, independentemente da cor de sua pele, tenham acesso ao atendimento necessário para uma gravidez segura e saudável", afirmou a vereadora.
Ireuda Silva também ressaltou a importância de aumentar a conscientização sobre a saúde materna entre as mulheres negras e investir em programas de prevenção e tratamento eficazes. Ela enfatizou que a luta contra a mortalidade materna é uma questão de justiça social e igualdade racial.
“É fundamental que o governo invista em políticas de saúde que priorizem essas mulheres, oferecendo suporte durante toda a gestação e no pós-parto. Só assim poderemos reduzir essas estatísticas alarmantes e garantir um futuro mais justo para todas as brasileiras”, concluiu.
Fonte da notícia: Assessoria da vereadora