Hamilton Assis homenageia Carlos Marighella e reafirma legado de resistência à ditadura e luta por liberdade
Vereador destaca trajetória do revolucionário baiano assassinado pela repressão em 1969
Foto: Antonio Queirós
04/11/2026 - 12:04
O vereador Professor Hamilton Assis (PSOL) prestou homenagem a Carlos Marighella no dia 4 de novembro, data em que se completam 57 anos do assassinato do revolucionário baiano, executado por agentes da ditadura militar em uma emboscada policial, em São Paulo, em 1969.
Intelectual, poeta, dirigente comunista e um dos principais nomes da resistência ao regime autoritário, Marighella deixou uma trajetória marcada pela defesa da liberdade, da justiça social e da emancipação do povo brasileiro.
Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Marighella foi deputado federal constituinte pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1946. Teve seu mandato cassado após a ilegalidade do partido e, durante sua trajetória política, enfrentou prisões e torturas tanto no Estado Novo quanto na ditadura empresarial-militar instaurada em 1964. Foi fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN) e se tornou um dos principais símbolos da resistência ao regime.
Para Hamilton Assis, preservar a memória de Marighella é também reafirmar a importância de combater o autoritarismo e defender a democracia, especialmente em um país marcado pela violência de Estado, pelo racismo e pelas desigualdades sociais.
“Marighella é parte da história de luta do povo brasileiro e, sobretudo, da história de resistência do povo negro. Um homem que nasceu em Salvador, enfrentou a perseguição política, a prisão, a tortura e não abandonou seus ideais de liberdade e transformação social. Sua trajetória nos lembra que a democracia não foi uma concessão das elites, mas uma conquista construída com muita luta, coragem e resistência popular”, destaca o vereador.
Memória
O parlamentar ressalta que o assassinato de Marighella, em 4 de novembro de 1969, na Alameda Casa Branca, em São Paulo, foi resultado de uma operação organizada pelo aparato repressivo da ditadura, sob o comando do delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). A emboscada foi articulada com a participação de religiosos dominicanos que haviam sido presos e torturados pelo regime.
Mais de cinco décadas depois, a memória de Marighella permanece como referência para movimentos populares, organizações políticas e militantes que defendem uma sociedade livre da exploração, do racismo e de todas as formas de opressão. Sua história também representa um alerta permanente sobre os perigos do autoritarismo e da violência de Estado.
“É preciso lembrar o passado para não repetir os mesmos erros. Não podemos esquecer os crimes da ditadura, muito menos naturalizar discursos que exaltam torturadores, homenageiam ditadores e flertam com regimes autoritários. Quando setores da política relativizam a violência da ditadura e atentam contra a democracia, preservar a memória de quem resistiu torna-se ainda mais necessário. Não podemos aceitar que o Brasil volte a caminhar na direção do autoritarismo. Marighella segue presente como símbolo de resistência e luta por liberdade”, afirma Hamilton Assis.
Ao homenagear o revolucionário baiano, Hamilton reafirma o compromisso com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da memória histórica. Para o vereador, lembrar Marighella é também assumir a responsabilidade de enfrentar, no presente, todas as ameaças às liberdades democráticas e impedir que os crimes da ditadura sejam esquecidos, relativizados ou legitimados.
Fonte da notícia: Assessoria do vereador