Câmara celebra 40 anos de tombamento do Terreiro Casa Branca

Sessão especial, de autoria da vereadora Marta Rodrigues, acontece na terça-feira (4), às 18h

Câmara celebra 40 anos de tombamento do Terreiro Casa Branca

Foto: Valdemiro Lopes

03/06/2024 - 16:30

A Câmara irá realizar, na terça-feira (4), uma sessão especial em homenagem aos 40 anos de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Terreiro Casa Branca. Localizado na Vasco da Gama, o terreiro é considerado um dos mais antigos e respeitados santuários da religião dos Orixás do Brasil. O evento ocorrerá a partir das 18h, no Plenário Cosme de Farias, com transmissão ao vivo pela TV CAM (Canal aberto 12.3) e pelas redes sociais www.facebook.com/tveradiocam

De autoria da vereadora Marta Rodrigues (PT), a sessão vai, através da rememoração das lutas que levaram ao tombamento do terreiro, mostrar a importância de valorizar as culturas de matrizes africanas como instrumento de empoderamento do povo negro e de combate ao racismo religioso. “Também é um momento de celebração da história de todos os terreiros”, diz a vereadora. 

Marta lembra que o terreiro, fundado na primeira metade do século XIX, um dos mais antigos terreiros afro-brasileiros na capital baiana e também no Brasil, é um exemplo sem fronteiras do empoderamento e de resistência na batalha por direitos dos povos negros e da liberdade religiosa. 

“O tombamento da Casa Branca deu origem a centenas de outros terreiros, por todo o país. Não é à toa que o poeta Francisco Alvim, evocando Edson Carneiro, chamou a Casa Branca de ‘Mãe de Todas as Casas’”, conta a autora da homenagem.  Segundo Marta, é do terreiro Casa Branca do Engenho Velho que descendem outros templos famosos como o Gantois e o Axé Opô Afonjá, da saudosa Mãe Stella de Oxóssi. 

O Ogã d’Oxum da Casa Branca, escritor e diplomata da ONU, Gerson Brandão, afirma que a sessão especial é importante por reconhecer e incentivar a luta de todos os terreiros e de toda a comunidade das religiões de matrizes africanas. “Por que para nossas comunidades, celebrar a história em espaços de poder, significa uma visibilidade que nem sempre temos. E visibilidade também significa proteção contra todas as formas de racismo e discriminação”, declarou. 
 


Fonte da notícia: Assessoria da vereadora

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