"Educação de Salvador cai 31 posições em ranking nacional", diz Hamilton Assis
Vereador critica gestão municipal neste segmento
Foto: Divulgação
03/02/2026 - 13:46
"A queda expressiva da educação de Salvador no Ranking de Competitividade dos Municípios 2025 acendeu um novo alerta sobre a condução das políticas educacionais na capital baiana", diz Hamilton Assis. De acordo com dados do Centro de Liderança Pública (CLP-Brasil), Salvador está entre as três piores capitais do país no quesito educacional, ao lado de Macapá (AP) e Natal (RN).
Para o vereador Hamilton Assis, professor licenciado da rede municipal de ensino, é a resposta do descaso de Bruno Reis com a educação pública.
Salvador despencou 31 posições em apenas um ano no indicador de Qualidade da Educação, passando da 312ª colocação em 2024 para a 343ª em 2025, entre os 418 municípios analisados. O levantamento avalia 13 pilares relacionados à capacidade de gestão pública e ao impacto das políticas adotadas na vida da população.
Segundo o vereador, apesar de um avanço no ranking geral, onde a capital saiu da 188ª posição em 2024 para a 123ª em 2025, o desempenho específico da educação revela um cenário preocupante.
Para o vereador Professor Hamilton Assis, falta prioridade da gestão do prefeito Bruno Reis para a educação pública. “A queda de 31 posições em um ano não é um detalhe técnico, é um sinal claro de que a política educacional em Salvador está falhando. Estamos falando de um direito fundamental sendo negligenciado. Visito escolas e recebemos denúncias de todos os tipos, que vão desde falta de acessibilidade, estrutura precária, falta de material escolar e fardamento, até a alimentação que não deveria ser servida para nenhuma criança em fase de aprendizado”, criticou o parlamentar.
Presidente da Comissão em Defesa das Infâncias e Adolescências da Câmara Municipal de Salvador, Hamilton Assis afirma que o ranking confirma denúncias e problemas já apontados por educadoras, estudantes e comunidades escolares da cidade.
Segundo ele, a precarização das escolas, inclusive a falta de climatização das salas de aula, a falta de valorização dos profissionais da educação, a ausência de investimentos estruturais e a descontinuidade de políticas pedagógicas contribuem para o mau desempenho da capital.
“O governo municipal insiste em discursos de modernização, mas a realidade nas escolas é de salas superlotadas, infraestrutura precária e profissionais desvalorizados. E ainda se defende apontando que o ranking utiliza uma metodologia que agrega informações de diferentes áreas e considera responsabilidades de distintos entes federativos. Como se, diariamente, não recebêssemos e fizéssemos denúncias do descaso nas escolas municipais”, afirmou o vereador.
Fonte da notícia: Assessoria do vereador