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22/04/2013 15:50:20
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Crédito: Valdemiro Lopes

Trindade critica o serviço de coleta de lixo na cidade

“As empresas acham que prestam um favor à prefeitura”, declara o vereador
Valdemiro Lopes

Para o vereador Trindade (PSL), a falta de qualidade no sistema de coleta de lixo na cidade é um grave problema que a população de Salvador enfrenta, além dos equipamentos que circulam nas ruas. “São antigos, só trocam as plotagens/adesivos para parecerem novos, mas diariamente vemos caminhões quebrados, falta de assistência às ruas secundárias, às vielas e becos, e acúmulo de lixo nas vias principais. Além disso, escorre das lixeiras e caminhões um líquido (chorume) mal cheiroso e altamente poluente”, denuncia o vereador.
Atento às questões de meio ambiente e saúde pública, é de autoria do vereador o Projeto de Lei 214/13 que prevê a obrigatoriedade do coletor de chorume em todos os caminhões de lixo que circulam em Salvador. “Vejo o líquido escorrendo pelos caminhões nas ruas onde passam crianças descalças e animais, que com certeza, irão adquirir doenças”, aponta o vereador.

Riscos à sáude

O chorume é uma substância líquida escura que escorre dos caminhões de lixo, possui odor nauseante, resultante do processo de putrefação originado da decomposição de resíduos orgânicos e contém uma alta carga poluidora. Atualmente não há sistema de tratamento ou coleta direcionado ao chorume. “O chorume contamina a água subterrânea quando descartado de forma irresponsável. Precisamos adequar nossos equipamentos para que seja feita a coleta de forma adequada e haja um tratamento deste material antes do descarte”, explica Trindade.

Questionamentos


“O que há com as empresas que prestam esse serviço para a população de Salvador? Parece que estão fazendo favor para nós que pagamos impostos”, argumenta Trindade. De acordo com ele, há oito anos, o município pagava às empresas um valor em torno de R$ 10 milhões por mês para realizarem a coleta de lixo. Em 2010, os responsáveis pela coleta de lixo recebiam R$ 19 milhões mensais pelo serviço. Ainda de acordo com Trindade, no ano passado, já com valores mensais na faixa de R$ 23 milhões mensais, iniciou-se processo elaboração de licitação para este serviço de coleta.
Trindade explica que segundo publicação da Revista Época, o secretário da gestão municipal anterior informou ter firmado contrato com a Fundação Getúlio Vargas para redigir tal edital - que proporcionaria ganhos de mais de R$ 5,5 bilhões a empresa vencedora. “Pelo que me recordo, poucos contestaram essa informação quando divulgada. Os gestores atuais das empresas que coletam não reclamaram, nem resmungos ouvimos. Isso soa muito estranho, quem já faz parte do processo nem se manifestar? Lembro-me que foi até protocolado recurso junto ao Ministério Público da Bahia, e alguns nomes do jornalismo baiano divulgaram tamanha insensatez com repúdio”, lembra Trindade.